da hipocrisia sustentada ainda nos tempos de meninice, quando os pais dizem que é proibido fazer tal coisa que eles mesmos fazem. Eles surgem da falta de um ensino fundamental decente, de um ensino médio defasado e fora de realidade. Eles nascem, também, daqueles que, alcançando a graduação superior, se entregam à solidariedade dos colegas que lhes fornecem "cola" e matérias respondidas, que lhes passam os gabaritos das provas que eles não tiveram competência para responder; daqueles que não participam das tarefas em grupo, ou daqueles ainda que nem participam de grupo nenhum por se acharem acima dos demais, do uso indiscriminado e abusivo dos dispositivos celulares e tablets usados largamente em sala de aula, dos pontos eletrônicos usados sem qualquer incômodo pelos professores; eles nascem daqueles que pagaram grandes somas para passar num concurso público, ou que se aliaram a profissionais veteranos de profissão, treinados na captação de clientes para o enriquecimento rápido e ilícito. Nascem daquelas figuras fantasmagóricas que frequentam a faculdade mas não se sentam nos seus bancos para aprender a ser um profissional digno, para defender o bom direito, a justiça, a dignidade das pessoas e da sociedade em geral, seja como cidadãos ou na condição daquele falso e desusado jargão: "O advogado é auxiliar da administração da justiça..." e bla bla bla...
É daí que surgem essas figuras denominadas de "defensores da justiça", de "salvadores" de uma sociedade falida, de "protetores" de uma justiça plena, imparcial e justa, no sentido nada literal dos termos... E a cada ano as faculdades produzem essas figuras aos milhares, como um linha de produção de bonecos super-heróis feitos de plástico, que não voam, não lutam e nunca defendem os fracos e oprimidos, movidas pela sede de lucros altos, integrando cartéis no sistema educacional, onde o que menos importa é a qualidade de ensino. Que pena...
